sexta-feira, 17 de julho de 2009

O Escapulário de Nossa Senhora não é um amuleto!


Muitas pessoas usam o escapulário ou outros objetos de devoção sem saber o seu verdadeiro significado, pior ainda quando usam como um amuleto, algo mágico que dá sorte, que livra de mau olhado ou coisa semelhante. Como se o verdadeiro sentido não viesse do coração daquele que usa tal objeto, que conhecendo o seu verdadeiro significado o usa para sinalizar algo que esta no seu intimo, sua fé, seus propósitos, sua conversão, a quem pertence. Muitos usam cruzes, medalhinhas, terços e grande numero usam o escapulário de Nossa Senhora do Carmo; como modismo, porque todo mundo esta usando ou aquele artista usou na novela. Qual o verdadeiro significado do Escapulário?
O Escapulário ou Bentinho do Carmo é um sinal externo de devoção mariana, que consiste na consagração à Santíssima Virgem Maria, por meio da inscrição na Ordem Carmelita, na esperança de sua proteção maternal. O escapulário do Carmo é um sacramental. No dizer do Vaticano II, “um sinal sagrado, segundo o modelo dos sacramentos, por intermédio do qual significam efeitos, sobretudo espirituais, que se obtêm pela intercessão da Igreja”. (SC 60)
“A devoção do Escapulário do Carmo fez descer sobre o mundo copiosa chuva de graças espirituais e temporais”. (Pio XII, 6/8/50)
A devoção ao Escapulário de Nossa Senhora do Carmo teve início com a visão de São Simão Stock. Segundo a tradição, a Ordem do Carmo atravessava uma fase difícil entre os anos 1230-1250. Recém-chegada à Europa como nômade, expulsa pelos mulçumanos do Monte Carmelo, ela atravessava um período crítico. Os frades carmelitas encontravam forte resistência de outras ordens religiosas para sua inserção. Eram hostilizados e até satirizados por sua maneira de vestir. O futuro da Ordem era dirigida por Simão Stock, homem de fé e grande devoto de Nossa Senhora. Nesta aflitiva situação ele compôs uma oração, que repetia constantemente.
Flor do Carmelo, Videira florescente,Esplendor do Céu,Mãe sempre Virgem e Singular,Aos Carmelitas daí privilégiosÓ Estrela do Mar.
Ao pedir “privilégios” o santo monge buscava junto à Mãe do Céu, sinais evidentes de proteção à Ordem a Ela dedicada. No dia 16 de julho de 1251, enquanto o piedoso Simão rezava esta oração, a Virgem apareceu. Tomando o escapulário nas mãos disse: “Filho caríssimo, recebe este Escapulário, sinal especial de minha confraternidade. Eis o sinal da salvação! Salvação dos perigos. Quem morrer revestido com ele, não padecerá do fogo do eterno”.
O escapulário era um avental usado pelos monges durante o trabalho para não sujar a túnica. Colocado sobre as escápulas (ombros), o escapulário é uma peça do hábito que ainda hoje todo carmelita usa.
Com o tempo, estabeleceu-se um escapulário reduzido para ser dado aos fiéis leigos. Dessa forma, quem o usasse poderia participar da espiritualidade do Carmelo e das grandes graças que a ele estão ligadas; entre outras o privilégio sabatino: em sua bula chamada Sabatina, o Papa João XXII afirma que aqueles que usarem o escapulário serão depressa libertados das penas do purgatório no sábado que se seguir a sua morte. As vantagens do privilégio sabatino foram ainda confirmadas pela Sagrada Congregação das Indulgências, em 14 de julho de 1908.
O escapulário é feito de dois quadradinhos de tecido marrom unidos por cordões, tendo de um lado a imagem de Nossa Senhora do Carmo, e de outro o Coração de Jesus, ou o brasão da Ordem do Carmo. É uma miniatura do hábito carmelita, por isso é uma veste. Quem se reveste do escapulário passa fazer parte da família carmelita e se consagra a Nossa Senhora. Assim, o escapulário é um sinal visível da nossa aliança com Maria. É importante destacar algumas atitudes que devem ser assumidas por quem se reveste deste sinal mariano:
• Colocar Deus em 1º lugar na sua vida e buscar sempre realizar a vontade D’ele. • Escutar a Palavra de Deus na Bíblia e praticá-la na vida.• Buscar a comunhão com Deus através da oração, que é um diálogo íntimo que temos com Aquele que nos ama.• Abrir-se ao sofrimento do próximo, solidarizando-se com ele em suas necessidades, procurando solucioná-las.• Participar com freqüência dos sacramentos da Igreja, Eucaristia e Confissão, para poder aprofundar o mistério de Cristo em sua vida.
O escapulário não é sinal de proteção mágica: não é amuleto. Não é garantia automática de salvação. Não nos dispensa de viver as exigências da vida cristã. A imposição do Escapulário do Carmo é feita uma única vez para toda a vida, por um religioso carmelita ou por um sacerdote que siga o rito estabelecido pela Igreja. A benção é dada à pessoa para que ela seja digna de vesti-lo, e não ao escapulário. O escapulário gasto pode ser substituído por outro ou por uma medalha.





Eu fui revestido com o Escapulário no dia 16 de Julho de 1996 quando estava no Noviciado da Canção Nova, neste dia consagrei minha afetividade e sexualidade aos cuidados da Virgem Maria, que pode contar sempre com os meus esforços e abertura de coração para ser digno de receber as graças desta santa devoção.




Oração A Nossa Senhora do Carmo



Santíssima Virgem Maria, Esplendor e Glória do Carmelo, olhais com especial ternura os que se revestem do vosso Santo Escapulário. Cobri-me com o manto da vossa maternal proteção, pois a Vós me consagro hoje e para sempre. Fortalecei a minha fraqueza com o vosso poder. Iluminai a escuridão do meu espírito com a vossa sabedoria. Aumentai em mim a fé, a esperança e a caridade. Adornai a minha alma com muitas graças e virtudes. Assisti-me na vida, consolai-me na morte com a vossa presença e apresentai-me à Santíssima Trindade como vosso filho dedicado, para que eu possa louvar-Vos por toda a eternidade. Amém
Nossa Senhora do Carmo rogai por nós!



Padre Luizinho,Sacerdote Canção Nova.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Nossa Senhora de Mediugórie - Rainha da Paz


Nossa Senhora vem aparecendo em Mediugórie como Rainha da Paz e faz ao mundo um último apelo à conversão
Desde 24 de junho de 1981, N. Senhora vem aparecendo diariamente em Mediugórie. Ela se apresenta como Rainha da Paz e faz ao mundo um último apelo à conversão, através de 6 videntes. São as mais longas e mais intensas aparições da história e N. Senhora diz que estas são as últimas.


AMOR - "Desejo que vocês amem a todos com o meu amor, quer aos bons, quer aos maus. O amor aceita tudo o que é duro e amargo, por causa de Jesus que é amor".


Mediugórie
A história de Mediugórie, começa no século VII e aí se converteram ao Catolicismo, conservando-o corajosamente contra seitas e contra o domínio turco, entre os anos 1478 e 1878, ainda que sofrendo torturas e martírios. Os habitantes de Mediugórie são, para o mundo, um exemplo de viva fé. Mediugórie é um vilarejo situado em uma esplanada dominada por dois pedregosos montes, na região da Herzegóvina croata ( Mediugórie significa "entre colinas") e o monte mais alto chama-se Krizevac' ou Montanha da Cruz (kriz = cruz) porque ali, em 1933, os paroquianos construíram uma grande Cruz para comemorar os 19 séculos da morte e ressurreição de Nosso Salvador, Jesus Cristo.
Mediugórie, quando se iniciaram as aparições, tinha uma população de aproximadamente 400 famílias. Mediugórie, Biakovici, Miletina, Vionica e Surmanci são vilarejos pertencentes ao município de Citluk, tendo a Igreja de São Tiago, em Mediugórie,que foi inaugurada em 1969 e dirigida pelos padres franciscanos( paróquia pertence à Diocese de Mostar ). As terras cultiváveis são poucas e muito secas, porém a mesa é sempre farta e o povo muito hospitaleiro. A criação de vacas, cabras, galinhas, porcos e ovelhas e os pequenos cultivos suprem as necessidades das famílias.
Nossa Senhora abençoou de modo particular os habitantes de Mediugórie que, no início, fizeram muitos sacrifícios para hospedar, gratuitamente, todos aqueles que vinham de longe e lá permaneciam por muitos dias. Para citar outro exemplo, um senhor de Mediugórie preparou, no dia da festa da Exaltação da Santa Cruz, uma grande quantidade de água, bebidas, uvas, melancias e melões. Ele dispôs tudo em frente à casa de Vicka. Assim, todos os peregrinos que passavam por ali puderam comer e beber.


As Aparições


Na tarde do dia 24 de junho de 1981, às 17h40 (13h40, em Brasília) uma Senhora envolta em luminosa nuvem usando reluzente vestido cinza, com um véu branco na cabeça apareceu e desde então têm transformado a vida de Mediugórie (Bósnia-Herzegócina) e também do mundo. Ela se apresenta como Rainha da Paz e faz ao mundo um último apelo à conversão, através de 6 jovens: Jakov, Ivanka, Ivan, Marija , Mirjana e Vicka . São as mais longas e mais intensas aparições da nossa história e Nossa Senhora diz que estas são as últimas. Na colina, nos arredores de Mediugórie, a aparição repetiu-se nos dias seguintes e a Senhora disse chamar-se Rainha da Paz. Desde o início, Nossa Senhora tem pedido, uma fé firme, conversão a Deus e paz entre os homens, que deverão ser alcançadas através da oração, do jejum, da confissão, da leitura da Bíblia e da prática do mandamento maior - o amor.
Ivanka na época com 15 anos murmurou:

Gospa ( Nossa Senhora - em croata ). A seis jovens Nossa Senhora está confiando mensagens a serem transmitidas ao mundo inteiro e também 10 segredos que deverão ser revelados no tempo oportuno e que se referem a advertências e punições à humanidade, por causa de seus pecados. A presença de Nossa Senhora naquela vila tornou-se, para muitos, luz e anúncio de esperança e de proteção. Eis aí o único remédio capaz de salvar o homem deste final do século XX, prisioneiro de preocupações e medos gerados por uma civilização materialista. . A reação do regime comunista da época foi imediata. Procurou, por todos os meios, sufocar qualquer manifestação religiosa, perseguindo os videntes e aqueles que os apoiavam. Mesmo usando os mais duros métodos, não conseguiu apagar nem diminuir o entusiasmo daquela gente. Não demorou muito e a notícia das aparições chegou a todas as partes do mundo, começando, assim, as primeiras peregrinações. A cada dia aumentava o número de fiéis e de seguidores de diferentes religiões que vinham de todos os lugares. Também Bispos e Cardeais, um grande número de religiosos, teólogos e cientistas, pessoas de todas as culturas e condições, deixaram-se contagiar pela mensagem da Paz, abriram o seu coração a Deus e encontraram ali uma fé viva, não raramente a conversão e, freqüentemente, uma cura física. No início, as pessoas iam movidas pela curiosidade; agora, tocadas pelo espírito de oração e de conversão que encontram em Mediugórie. Todos se sentem "chamados" a ir e, quando voltam para suas casas, levam Mediugórie consigo, falam e divulgam os pedidos de Maria. Os videntes dizem ser Nossa Senhora quem chama as pessoas. Nada acontece por acaso, tudo faz parte do plano da Graça.Todo homem, qualquer que seja sua religião ou raça, é filho amado de Deus e todos são chamados à salvação.


Os videntes

Senhora tem confiado a cada um dos videntes uma missão específica a ser cumprida em benefício das outras pessoas, como trabalhar com as famílias, rezar pelos ateus, orientar grupos de oração, rezar pelo clero, pelos jovens, etc. Normalmente, os videntes não falam entre si sobre os segredos nem quanto ao entendimento do que lhes disse Nossa Senhora. Eles guardam tudo para si. Dizem que Nossa Senhora quer assim. Um dia, ao término de uma aparição, Nossa Senhora despediu os demais videntes e ficou só com o Iakov, durante uns 10 minutos; até agora, nenhum dos outros sabe o teor da conversa dele com Nossa Senhora.


PRIMEIRAS APARIÇÕES (1981)


IVANKA IVANKOVIC'
Nascida em 21.6.66, em Bijakovici foi a primeira a ver Nossa Senhora em 24.6.81. Órfã de mãe, é casada, tem 3 filhos e mora em uma vila pertencente à Paróquia de Mediugórie. Já conhece os 10 segredos. Em 7.5.85, cessaram para ela as aparições diárias. A partir daí, tem a aparição uma vez por ano, no dia 25 de junho e Nossa Senhora prometeu aparecer-lhe durante toda a sua vida.


MIRIANA DRAGICEVIC'
Nasceu em 18.3.65, em Saraievo, onde formada em Economia. Casou-se em 1989, tem duas filhas e mora em Mediugórie. Já conhece os 10 segredos. Para ela, as aparições diárias cessaram em 25 de dezembro de 1982. A partir de então, tem a aparição uma vez por ano, no dia 18 de março e Nossa Senhora prometeu parecer-lhe durante toda a sua vida. Atualmente, no dia 2 de cada mês, ela ouve a voz de Nossa Senhora no coração e reza com Ela pelos ateus e, às vezes, também A vê.

VICKA IVANKOVIC'
Nascida em 3.9.64, em Bijakovici. Freqüentou uma escola de têxteis, mas logo a abandonou para ajudar o pai nos trabalhos do campo, Vicka arava a terra e amassava folhas de fumo, pois seu pai trabalhava na Alemanha e os outros irmãos eram menores. É solteira e mora com os pais em Mediugórie. Durante muitos anos, sofreu com tumor cerebral impossível de ser retirado por operação, o que lhe causava terríveis dores de cabeça, sua mãe falou: "Mais minha filha sofre, mais a vejo alegre, não a compreendo". Durante a doença, Nossa Senhora continuava a aparecer-lhe e, uma vez, na estrada para o hospital de Zagreb, Nossa Senhora ofereceu-lhe duas opções:saúde, sem aparições, ou cruz, com aparições. Ela que estava sofrendo tão intensamente, escolheu saúde e, mais tarde, lamentou-se. Depois de quarenta dias sem ter aparições, Nossa Senhora apareceu a ela e ofereceu, mais uma vez, a oportunidade de escolha. Ela, alegremente, tomou de volta sua cruz e foi curada do tumor, em 1988). Ela já conhece 9 segredos. Até hoje tem as aparições diariamente.


MARIA PAVLOVIC'
Filha de modestos agricultores, nasceu em 1.4.65, em Bijakovici. Fez curso de cabeleireira em Mostar. Dentre os videntes, era a mais assídua na oração, antes das aparições. É casada, tem dois filhos e reside ora em Mediugórie, ora na Itália. Através dela, no dia 25 de cada mês, Nossa Senhora dá a sua mensagem mensal para o mundo. Até agora foram-lhe confiados 9 segredos. Tem ainda as aparições diariamente. Em dezembro de 1988, submeteu-se a uma cirurgia para doar um dos seus rins ao seu irmão Andreja. Durante a operação, na mesa de cirurgia, com o terço na mão, sob o efeito da anestesia, Nossa Senhora apareceu-lhe e sorriu. A vidente contou que a Virgem esteve com ela, parece-lhe, por duas horas. Durante o período de convalescença, Nossa Senhora continuou aparecendo para ela durante a Comunhão, mas não falava.


IVAN DRAGICEVIC'
Nasceu em 25.5.65, em Bijakovici. Prestou o serviço militar. É casado, tem uma filha e vive em Mediugórie. Também a ele já foram confiados 9 segredos. Nossa Senhora aparece-lhe diariamente.


IAKOV COLO
Nasceu em 6.3.71, em Bijakovici. É o mais novo dos videntes. Como Ivanka, ficou órfão da mãe e, depois, do pai. É casado, tem uma filha e mora em Mediugórie. Já conhece 9 segredos e tem as aparições diariamente.

Sinais de Mediugórie


A indescritível beleza de Nossa Senhora


A Virgem Maria aparece como uma lindíssima jovem. Sua voz é harmoniosa, parece uma canção; tem cabelos longos e escuros, olhos azuis e face rosada. Usa, normalmente, um vestido de cor cinza e véu branco. Sobre a cabeça, uma coroa de 12 estrelas. Os pés estão apoiados em nuvem que não toca o chão.

Nossa Senhora apareceu a outras pessoas


Certo dia, Ela apareceu na Igreja e foi vista por paroquianos, peregrinos e um sacerdote. Outra vez, apareceu na Montanha da Cruz, permanecendo ali durante 35 minutos, sendo admirada por várias pessoas presentes.
Anjo prepara Jelena para falar com Nossa Senhora
A jovem estudante, Jelena (pronuncia-se Iélena), foi visitada algumas vezes por um anjo que lhe falava dos planos de Nossa Senhora. Ela e Mariana vêem e ouvem a Virgem Maria, diariamente, com o coração, quando estão em oração profunda (Locução Interior).


Sinais vistos em Mediugórie


Grandes chamas foram vistas na Colina das Aparições, mas nada ficou queimado . No céu, apareceu a palavra MIR (paz), em letras douradas, vinda da Montanha da Cruz em direção à Igreja. Quase todos os peregrinos que vão a Mediugórie afirmam ver sinais no sol, na lua e nas estrelas.
Curas físicas e espirituais
Centenas de curas milagrosas estão documentadas no escritório paroquial. As curas espirituais e as conversões ocorrem de forma constante e torrencial.
Padre é preso, mas cela fica aberta
No início das aparições, o governo - comunista, na época - determinou a prisão do vigário, Padre Iozo. As fechaduras das celas em que ficava, mesmo sendo trocadas várias vezes, não fechavam. As luzes acendiam sozinhas em sua cela. Os policiais desligavam o interruptor, mas a luz permanecia acesa ou voltava a acender.


Os Segredos para a Humanidade


Nossa Senhora confiou aos jovens 10 segredos, sobre acontecimentos que sobrevirão, em breve, à humanidade. Por escolha de Miriana e com o consentimento de Nossa Senhora, o Padre Petar divulgará para todo o mundo cada segredo, 3 dias antes de ocorrer. O 3º segredo será um GRANDE SINAL visível, palpável e permanente, a ser deixado na Colina das Aparições. Os jovens já o contemplaram, em visão. Depois dele, os incrédulos sentirão grande sofrimento interior, um terrível remorso. Eles acreditarão, mas não haverá mais tempo para a conversão. Após a realização do 10º segredo, o poder de satanás será destruído e um Novo Pentecostes marcará o início de um Novo Tempo. Estes segredos constam do documento entregue por Nossa Senhora a Miriana. Só Miriana consegue ler ali os segredos. As outras pessoas vêem um trecho da Bíblia, um cântigo, uma mensagem, etc. Fragmento deste documento foi examinado por cientistas que afirmam ser sua composição de origem desconhecida na Terra. Este período que antecede os acontecimentos é um TEMPO DE GRAÇA que Deus está concedendo para a nossa conversão.

sábado, 4 de julho de 2009

JERUSALÉM

História de Jerusalém

A cidade de Jerusalém tem uma história que data do 4º milênio a.C., tornando-a uma das mais antigas do mundo.Jerusalém é a cidade santa no Judaísmo e o centro espiritual dos judeus desde o século 10 a.C. contém um número de significativos lugares antigos cristãos, e é considerada a terceira cidade santa no Islão.

Cerâmicas indicam a ocupação de Ophel, dentro da atual Jerusalém, desde a Idade do Cobre, ao redor do Quarto milênio a.C. com evidências de assentamentos permanentes durante o começo da Idade do Bronze, 3000-2800 a.C. Os Textos de Execração (c. do século 19 AC), que se referem a uma cidade chamada Roshlamem ou Rosh-ramem e as Cartas de Amarna (c. século XIV a.C.) podem ser os primeiros a falar da cidade. Alguns arqueólogos, incluindo Kathleen Kenyon, acreditam que Jerusalém como cidade foi fundada pelos povos Semitas ocidentais com assentamentos organizados em cerca de 2600 a.C.. Segundo a tradição judaica, a cidade foi fundada por Shem e Eber, antepassados de Abraão. Nos contos bíblicos, Jerusalém era uma cidade Jebusita até o século X a.C., quando Davi conquistou-a e fez dela a capital do Reino Unido de Israel e Judá (c. 1000s a.C.) recentes escavações de uma grande estrutura de pedra são interpretadas por alguns arqueólogos como crédito à narrativa bíblica.


Períodos Templários


O rei Davi reinou até 970 a.C. Ele foi sucedido pelo seu filho Salomão, que construiu o Templo Sagrado no Monte Moriá. O Templo de Salomão (mais tarde conhecido como o Primeiro Templo), passou a desempenhar um papel central na história judaica como o lugar onde estava guardada a Arca da Aliança.Ao longo de mais de 600 anos, até à conquista babilônia, em 587 a.C., Jerusalém foi a capital política e religiosa dos judeus.Este período é conhecido na história como o Período do Primeiro Templo. Após a morte de Salomão (c. 930 a.C.), as dez tribos do norte se uniram para formar o Reino de Israel. Sob a liderança da Casa de David e Salomão, Jerusalém continuou a ser a capital do Reino de Judá.

Quando a Assíria conquistou o Reino de Israel, em 722 a.C., Jerusalém foi fortalecida por um grande afluxo de refugiados provenientes do norte do reino. O Primeiro Período Templario acabou em cerca de 586 a.C., quando os Babilônios conquistaram Judá e Jerusalém, e devastaram o Templo de Salomão.Em 538 a.C., após cinquenta anos do exílio na Babilônia, o rei persa Círio o Grande convidou os judeus a regressarem à Judá e Jerusalém e reconstruirem o Templo. A construção do Segundo Templo de Salomão foi concluído em 516 a.C., durante o reinado de Dario o Grande, setenta anos depois da destruição do Primeiro Templo. Jerusalém retomou o seu papel de capital de Judá e centro de culto judaico. Quando o comandante grego Alexandre o Grande conquistou o império persa, Jerusalém e Judéia caíram sob controle grego, e em seguida sob a dinastia ptolomaica sob Ptolomeu I. Em 198 a.C., Ptolomeu V perdeu Jerusalém e a Judéia para o Selêucidas sob Antíoco III. A tentativa Selêucida de retomar Jerusalém do dominio grego teve sucesso em 168 a.C. com a bem sucedida revolta macabéia de Matatias, o Sumo Sacerdote e os seus cinco filhos contra Antíoco Epifanes, e a criação do Reino Hasmoneus em 152 a.C., novamente com Jerusalém como capital.



domingo, 28 de junho de 2009

SÃO PEDRO E SÃO PAULO


São Pedro e São Paulo, são as colunas fundamentais da fé da Igreja. O que podemos destacar destes dois grandes apóstolos, entre tantas características, obras e testemunhos de cada um deles? Pedro e Paulo são diferentes por natureza, mas idênticos no amor a Cristo e à Igreja. Jesus muda o nome dos dois: Simão passa a se chamar Pedro, e Saulo, por sua vez, Paulo. Ambos têm um encontro com Jesus ressuscitado: Pedro sobre as margens do Jordão e no Lago de Tiberíades, Paulo sobre o caminho de Damasco. Ambos dão a vida por Cristo até o martírio em Roma. Dois santos, podemos dizer, que nunca estão parados. Homens como nós, com tantas fraquezas, medos, capazes de trair, mas que têm plena confiança em Cristo. E Jesus confia neles. Pedro deve repetir por três vezes o seu amor. Paulo repete infinitas vezes que ele, perseguidor, tornou-se apóstolo somente pela graça.Falando de Pedro e Paulo, podemos falar da grandeza e santidade que eles representam, mas podemos também falar das suas fraquezas e dos seus pecados, e aí, descobrimos que é a mesma coisa, porque é exatamente a bondade e a misericórdia do Senhor que muda o coração deles e os transforma até se tornarem de pecadores a grandes santos e a transformar suas vidas num amor humilde e apaixonado pelo Senhor Jesus. Pedro demonstrou várias vezes o seu caráter, a sua fraqueza, o seu cansaço para entender o coração de Jesus. Lembremo-nos quando Jesus lhe diz: “afasta-te de mim, Satanás!”; ou quando caminhando sobre as águas, duvida e Jesus lhe diz: “homem de pouca fé!” Mas, sobretudo é humano e fraco no momento da paixão de Jesus. Ele que tinha afirmado: “mesmo que todos os outros te abandonem, eu jamais te abandonarei”, o que pouco depois cai por terra quando constatamos a sua fraqueza quando ele nega por três vezes a Jesus, jurando nunca tê-lo visto. Entretanto, é esta pobreza de Pedro que encontra o olhar misericordioso de Jesus e por ele se deixa curar. Depois da ressurreição, às perguntas repetidas de Jesus se o ama, ele responde: “sim, Senhor, tu sabes tudo, tu sabes que eu te amo, tu sabes como te amo”. E a sua vida, mesmo em meio às dificuldades e fraquezas, será sempre a demonstração deste amor apaixonado pelo seu Senhor, até a prisão, às viagens, e, finalmente, ao martírio.Também Paulo, fariseu convicto, fanático, perseguidor ferrenho dos cristãos, colaborador do martírio de Estevão, é alcançado por Jesus que transforma o seu coração, gastando toda a sua vida numa missão contínua dirigida aos vários povos que ele pôde alcançar. Até o momento no qual pode afirmar: “combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé. Não me resta outra coisa senão esperar a coroa da justiça que o Senhor, o justo juiz, preparou para mim. O Senhor veio em meu auxílio e me deu forças” (II leitura).Homens frágeis, pecadores, transformados pela misericórdia do Senhor e pela força do seu Espírito. Deram a vida pelo Senhor e estabeleceram as bases da comunidade cristã, a Igreja, destinada a se espalhar em todo o mundo. Aquela de Pedro e Paulo é a nossa humanidade resgatada; também nós não devemos nunca ficar desencorajados diante das nossas fraquezas, de nossas dúvidas, de nossa falta de fé, mas sempre renovar o nosso amor ao Senhor.Dois apóstolos diferentes, ambos colunas fundamentais da Igreja, garantindo a unidade desta. Pedro recebe o carisma, isto é, o dom e a tarefa, de ser referência para a unidade e a comunhão entre os que acreditam em Cristo, através do serviço à verdade. Pedro é a pedra sobre a qual Cristo quis edificar a sua Igreja, a sua comunidade e a ele confia as chaves do Reino. Paulo recebeu a tarefa de difundir a palavra de verdade, o Evangelho, até os confins da terra, por isso, é chamado o Apóstolo das nações, pregando e fundando comunidades cristãs, pregando Cristo.


(Créditos do blog:http://pecarlos.blogspot.com/)


RUAH, Sopro de Vida



RUAH em hebraico significa 'hálito', 'vento', relacionado com a respiração, portanto, sinal de vida, princípio de vida. Assim foi que o homem transformou-se num ser vivo quando Deus espalhou sobre ele o seu hálito vital. O homem vive enquanto o hálito de Deus está nele, quando Deus o retira, ele volta a ser pó. Desse modo, RUAH significa a relação dinâmica entre o homem e Deus, e não a oposição entre espírito e matéria, como ocorre na cultura grega.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

ASSOCIAÇÃO ALIANÇA DE MISERICÓRDIA



História
A Associação Aliança de Misericórdia foi fundada em 25/10/2000 pelos sarcedotes Antonello Cadeddu e Enrico Porcu, a realidade da cidade de São Paulo é marcada por profundas desigualdades sociais, o que traz conseqüências sociais gravíssimas. Esta realidade chamou a atenção dos padres que fundaram a Aliança de Misericórdia no intuito de levar a estas pessoas ações concretas que possam inserí-las de forma digna na sociedade.A Aliança de Misericórdia está localizada em 34 cidades do Brasil, além de uma unidade na Itália e Portugal. Os programas, projetos e ações da entidade priorizam a população em situação de rua e moradores de favelas. Para realização de sua missão a entidade conta com Casas de Acolhida, Creches, Programa Presencial de Assistência à População em Situação de Rua, Centro de Apoio a Família em Situação de Alta Vulnerabilidade Social, Centro de Apoio à População em Situação de Rua, Moradores de favelas e regiões periféricas, programas de lazer, cultura, educação e qualificação profissional, são beneficiadas mais de 7000 pessoas por mês com este trabalho.
Missão
Resgatar a dignidade humana, moral e cultural daqueles que vivem em situação de exclusão social, através de programas, projetos e ações que possam inserir na sociedade seres humanos plenamente restaurados em sua civilidade.
Visão
Promover a paz e os direitos humanos amparados por valores de solidariedade e amor, visando alcançar a grandeza que há em todo ser humano, sendo uma ponte de serviços que atendam a todos.
Princípio e Valores
Somos Cristãos;
Capacitação e valorização Humana;
Primazia do atendimento à população de rua;
Eficácia na administração dos recursos financeiros;
Qualidade técnica;
Transparência;
Responsabilidade e compromisso social.
Objetivos Estatutários
I– Prestar, gratuitamente, assistência social e amparo à criança e ao adolescente carentes, à população em situação de rua, a famílias empobrecidas, de modo a promover a sua inserção na sociedade e exercício da cidadania, satisfazer suas necessidades básicas na formação moral, intelectual e de promoção humana através de acolhimento, se o caso.
II – Promover cursos de capacitação profissional e a formação de cooperativas, microempresas e empresas para a reintegração social dos usuários do programa.
III – Colaborar com entidades públicas e privadas, religiosas ou leigas, para melhor consecução dos fins sociais, bem como receber colaborações dessas mesmas entidades e outras.
IV – Realizar, promover, patrocinar e encampar eventos musicais, sociais, esportivos e culturais, bem como utilizar-se de meios de comunicação radiofônica, televisiva, eletrônica, impressa, digital e outros, além de toda e qualquer atividade, em qualquer âmbito, para concretização dos seus objetivos.
V – Promover a cultura.
VI – Promover a defesa, preservação e conservação do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável.
VII – Promover o voluntariado.
VIII – Promover o desenvolvimento econômico e social e o combate à pobreza.
IX – Promover experiências, não lucrativas, de novos modelos sócio-produtivos e de sistemas alternativos de produção, comércio e emprego.
X – Promover direitos estabelecidos, construção de novos direitos e assessoria jurídica gratuita de interesse suplementar.
XI – Promover valores da ética, da paz, da cidadania, dos direitos humanos, da democracia e de outros valores universais.

Área de Atuação
Arte e cultura;
Assistência Social;
Desenvolvimento Humano;
Educação;
Habitação;
Meio-ambiente;
Rádio, Tv e Internet;
Saúde.
Assist. População de Rua
Casa Restaura-me
Rua Monsenhor Andrade, 746 - Brás - São Paulo - SPTel.: 11 3326-7134 / 3228 6503 E-mail:
restaurame@misericordia.com.br

Por meio do Programa de Assistência a População em Situação de Rua atende 280 pessoas por dia, entre elas crianças, adolescentes, adultos e idosos em situação de rua, oferecendo o serviço de assistência social, médica, odontológica, psicológica, jurídica, arte, cultura, alimentação e higiene, além do trabalho de triagem.
O trabalho de triagem é a primeira fase do Programa das Casas de Acolhida. É realizado o encaminhamento das crianças e adolescentes, bem como dos adultos às Casas de Acolhida da entidade introduzindo-os no processo de ressocialização.
Acolhida de Adultos
São abrigos para jovens, adultos e idosos provindos das ruas que se encontravam em situação de alta vulnerabilidade social. Tem como objetivo o resgate da dignidade humana, bem como promover sua reinserção familiar e social.
Acolhida de Crianças e Adolescentes
São abrigos para crianças e adolescentes provindos das ruas, vítimas de violência doméstica, negligência e maus-tratos, que se encontravam em situação de alta vulnerabilidade social. Tem como objetivo o resgate da dignidade humana bem como promover sua reinserção familiar e comunitária.

Projeto Academia de Artes Marciais
Localizado na região Parque de Taipas, município de São Paulo, tem como objetivo a formação, desenvolvimento de vocações e apoio na ressocialização de 80 crianças e adolescentes atendidos integralmente na Casas Abrigos NAIM por meio do esporte, priorizando e ampliando a prática das Artes Marciais nas modalidades: judô, jiu jitsu, boxe e karate.
Projeto Escola de Arte e Cultura Avoarte:
Localizado na Casa Restaura-me o projeto tem como foco combater o alto índice de crianças e adolescentes em situação de rua na região do Brás, próximo ao centro de São Paulo, por meio de oficinas de circo, dança, teatro, artes plásticas e música. É destinado a 90 crianças e adolescentes que freqüentarão este espaço diariamente.
Projeto Fortalecendo Laços
Em parceria com o Instituto HSBC e a Fundação Abrinq Pelos Direitos da Criança e Adolescente, tem como objetivo oferecer subsídios para reestruturação socioeconômica e educativa da família biológica das crianças e adolescentes inseridos nos Abrigos Casas NAIM com o intuito de promover a reintegração familiar e social.
Projeto Rahamin
O Projeto Rahamin em parceria com o Programa Amigo Real do Banco Real tem como objetivo evitar a permanência de crianças e adolescentes por tempo indeterminado nos abrigos, enquanto não é possível que os vínculos familiares sejam reatados. Sua proposta busca oferecer auxílio, orientação e apoio às famílias naturais durante o tempo de permanência destas crianças e adolescentes nos abrigos da entidade ou inseri-las em uma “família acolhedora”.
Projeto Vida Nova
Atende mulheres de baixa renda, provindas das favelas de São Paulo, através de cursos profissionalizantes de costura, estilismo e modelagem. Após a finalização do curso, estas mulheres são inseridas em projeto de geração de renda da entidade.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

JOÃO BATISTA




João Batista foi um pregador judeu,segundo a narração do Evangelho de São Lucas, João Batista era filho do sacerdote Zacarias e Isabel, prima de Maria, mãe de Jesus. Foi profeta e considerado pelos cristãos como o precursor do prometido Messias, Jesus Cristo. Batizou muitos judeus, incluindo Jesus, no rio Jordão, e introduziu o baptismo de gentios nos rituais de conversão judaicos, que mais tarde foram adotados pelo cristianismo.
João nasceu numa pequena aldeia chamada Aim Karim, a cerca de seis quilômetros lineares de distância a oeste de Jerusalém.Segundo interpretações do Evangelho de Lucas, era um nazireu de nascimento. Outros documentos defendem que pertencia à facção nazarita da Palestina, integrando-a na puberdade, era considerado, por muitos, um homem consagrado. De acordo com a cronologia, João teria nascido no ano 7 a.C.; os historiadores religiosos tendem a aproximar esta data do ano 1º, apontando-a para 2 a.C..
Como era prática ritual entre os judeus, o seu pai Zacarias teria procedido à cerimónia da circuncisão, ao oitavo dia de vida do menino. A sua educação foi grandemente influenciada pelas acções religiosas e pela vida no templo, uma vez que o seu pai era um sacerdote e a sua mãe pertencia a uma sociedade chamada "as filhas de Araão", as quais cumpriam com determinados procedimentos importantes na sociedade religiosa da altura.
Aos 6 anos de idade, de acordo com a educação sistemática judaica, todos os meninos deveriam iniciar a sua aprendizagem "escolar". Em Judá não existia uma escola, pelo que terá sido o seu pai e a sua mãe a ensiná-lo a ler e a escrever, e a instruí-lo nas actividades regulares.
Aos 14 anos há uma mudança no ensino. Os meninos, graduados nas escolas da sinagoga, iniciam um novo ciclo na sua educação. Como não existia uma escola em Judá, os seus pais terão decidido levar João a Engedi (atual Qumram) com o fito de este ser iniciado na educação nazarita.
João terá efetuado os votos de nazarita que incluíam abster-se de bebidas intoxicantes, o deixar o cabelo crescer, e o não tocar nos mortos. As ofertas que faziam parte do ritual foram entregues em frente ao templo de Jerusalém como caracterizava o ritual.
Engedi era a sede ao sul da irmandade nazarita, situava-se perto do Mar Morto e era liderada por um homem, reconhecido, de nome Ebner.
O pai de João, Zacarias, terá morrido no ano 12 d.C.. João teria 18-19 anos de idade, e terá sido um esforço manter o seu voto de não tocar nos mortos. Com a morte do seu pai, Isabel ficaria dependente de João para o seu sustento. Era normal ser o filho mais velho a sustentar a família com a morte do pai. João seria filho único. Para se poder manter próximo de Engedi e ajudar a sua mãe, eles terão se mudado, de Judá para Hebrom (o deserto da Judeia). Ali João terá iniciado uma vida de pastor, juntando-se às dezenas de grupos ascetas que deambulavam por aquela região, e que se juntavam amigavelmente e conviviam com os nazaritas de Engedi.
Isabel terá morrido no ano 22 d.C. e foi sepultada em Hebrom. João ofereceu todos os seus bens de família à irmandade nazarita e aliviou-se de todas as responsabilidades sociais, iniciando a sua preparação para aquele que se tornou um “objetivo de vida” - pregar aos gentios e admoestar os judeus, anunciando a proximidade de um “Messias” que estabeleceria o “Reino do Céu”.
De acordo com um médico da Antioquia, que residia em Písia, de nome Lucas, João terá iniciado o seu trabalho de pregador no 15º ano do reinado de Tibério. Lucas foi um discípulo de Paulo, e morreu em 90. A sua herança escrita, narrada no "Evangelho segundo São Lucas" e "Atos dos Apóstolos" foram compiladas em acordo com os seus apontamentos dos conhecimentos de Paulo e de algumas testemunhas que ele considerou. Este 15º ano do reinado de Tibério César terá marcado, então, o início da pregação pública de João e a sua angariação de discípulos por toda a Judeia em acordo com o Novo Testamento.
Esta data choca com os acontecimentos cronológicos. O ano 15 do reinado de Tibério ocorreu no ano 29 d.C.. Nesta data, quer João Baptista, quer Jesus teriam provavelmente 36 a 37 anos de idade.
É perspectiva comum que a principal influência na vida de João terá sido o registos que lhe chegaram sobre o profeta Elias. Mesmo a sua forma de vestir com peles de animais e o seu método de exortação nos seus discursos públicos, demonstravam uma admiração pelos métodos antepassados do profeta Elias. Foi muitas vezes chamado de “encarnação de Elias” e o Novo Testamento, pelas palavras de Lucas, refere mesmo que existia uma incidência do Espírito de Elias nas acções de João.
O Discurso principal de João era a respeito da vinda do Messias. Grandemente esperado por todos os judeus, o Messias era a fonte de toda as esperanças deste povo em restaurar a sua dignidade como nação independente. Os judeus defendiam a ideia da sua nacionalidade ter iniciado com Abraão, e que esta atingiria o seu ponto culminar com achegada do Messias. João advertia os judeus e convertia gentios, e isto tornou-o amado por uns e desprezado por outros.
Importante notar que João não introduziu o baptismo no conceito judaico, este já era uma cerimónia praticada. A inovação de João terá sido a abertura da cerimónia à conversão dos gentios, causando assim muita polémica.
Numa pequena aldeia de nome “Adão” João pregou a respeito “daquele que viria”, do qual não seria digno nem de apertar as alparcas (as correias das sandálias). Nessa aldeia também, João acusou Herodes e repreendeu-o no seu discurso, por este ter uma ligação com a sua cunhada Herodíades, que era mulher de Filipe, rei da Ituréia e Traconites (irmão de Herodes Antipas I). Esta acusação pública chegou aos ouvidos do tetrarca e valeu-lhe a prisão e a pena capital por decapitação alguns meses mais tarde.
Pessoalmente para João, o ba
tismo de Jesus terá sido o seu auge experiencial. João terá ficado admirado por Jesus se ter proposto para o baptismo. Esta experiência motivou a sua fé e o seu ministério adiante.
João batizava em Pela, quando Jesus se aproximou, na margem do rio Jordão. A síntese bíblica do acontecimento é resumida, mas denota alguns fatores fundamentais no sentimento da experiência de João. Nesta altura João encontrava-se no auge das suas pregações. Teria já entre os 25 e os 30 discípulos e batizava judeus e gentios arrependidos. Neste tempo os judeus acreditavam que Deus castigava não só os iníquos, mas as suas gerações descendentes. Eles acreditavam que apenas um judeu poderia ser o culpado do castigo de toda a nação. O batismo para muitos dos judeus não era o resultado de um arrependimento pessoal. O trabalho de João progredia.
Os relatos Bíblicos contam a história da voz que se ouviu, quando João batizou Jesus, dizendo “este é o Meu filho amado com o qual Me alegro”. Refere que uma pomba esvoaçou sobre os dois personagens dentro do rio, e relacionam essa ave com uma manifestação do Espírito Santo. Este acontecimento sem qualquer repetição histórica tem servido por base a imensas doutrinas religiosas.
O aprisionamento de João ocorreu na Pereia, a mando do Rei Herodes Antipas I no 6º mês do ano 26 d.C.. Ele foi levado para a fortaleza de Macaeros (Maqueronte), onde foi mantido por dez meses até ao dia de sua morte. O motivo desse aprisionamento apontava para a liderança de uma revolução. Herodias, por intermédio de sua filha, conseguiu coagir o Rei na morte de João, e a sua cabeça foi-lhe entregue numa bandeja de prata e depois foi queimado em uma fogueira numa das festas palacianas de Herodes.
Os discípulos de João trataram do sepultamento do seu corpo e de anunciar a sua morte ao seu primo Jesus.
João era um judeu de educação. Toda a filosofia judaica foi-lhe incutida desde criança. No tempo de João Batista o povo vivia subjugado à soberania dos chamados gentios havia quase cem anos. A desilusão nacional levantava inúmeras questões a respeito dos ensinamentos de Moisés, do desocupado trono de Davi e dos pecados da nação.
Era difícil de explicar na religião daquele povo a razão pela qual o trono de Davi se encontrava vazio. A tendência do povo era justificar os acontecimentos adversos com um provável “pecado nacional”, tal como tinha acontecido anteriormente no cativeiro da Babilónia, e outros mais.
Os judeus acreditavam na previsão de Daniel a respeito do Messias, e consideravam que a chegada desse prometido iniciaria uma nova época – a do Reino do céu. A pregação de João é fortemente influenciada pela antevisão do "Reino dos Céus". E os ouvintes acreditavam que o esperado Messias estaria para chegar e restaurar a soberania do povo que eles definiam como escolhido, e iniciar uma nova época na Terra: a época de justiça.
A pergunta era quando. A fé de todos defendia que seria ainda naquela geração, e João vinha confirmar o credo. A fama da sua pregação era o facto deste pregador ser tão convicto ao anunciar o Messias para breve. Milhares de pessoas, na sua ânsia pela liberdade acreditavam devotamente em João e nas sua admoestações.
Muitos judeus acreditavam que o Reino dos Céus iria ser governado na terra por Deus em via directa. Outros acreditavam que Deus teria um representante – o Messias, que serviria de intermediário entre Deus e os Homens. Os judeus acreditavam que esse reino seria um reino real, e não um reino espiritual como os cristão mais tarde doutrinaram. Foi esse o motivo da negação de Jesus como o Messias, por parte da maioria do povo Judeu.
João pregava que o "Reino de Deus" estaria "ao alcance das mãos" e essa pregação reunia em sua volta centenas de pessoas sedentos de palavras que lhes prometessem que o seu jugo estava próximo do fim.
João escolheu o Vau de Betânia para pregar. Este local de passagem era frequentada por inúmeros viajantes que levavam a mensagem de João a lugares distantes. Isto favoreceu grandemente o espalhar das suas palavras. Quando ele disse "até destas pedras pode Deus suscitar filhos a Abraão" ele referia-se à 12 pedras que Josué tinha mandado colocar na passagem do rio, simbolizando as doze tribos, na primeira entrada do povo na Terra Prometida.
João era um pregador heróico. Ele falava ao povo expondo os líderes iníquos e as suas transgressões. Quando o assemelhavam a Elias, era porque este tinha o mesmo aspecto rude e admoestador do seu antecessor. João não queria simpatia. Ele pregava a mudança, chamava "raça de víboras" e com o indicador apontado, tal como Elias o tinha feito anteriormente, e isto o categorizou como profeta.
João tinha discípulos. Isto significa que ele ensinava. Ele tinha aprendizes com quem dispensava algum tempo em ensinar. Havia interesse nas suas palavras e filosofia nos seus ensinamentos.
Herodes “o Grande” conquistou o lugar de governador da Galileia em 44 a.C.. Dirigiu uma batalha contra os Hasmoneus que o levaram ao Sanhédrin (Sinédrio) para ser julgado, invocando a pena capital. Hircano II concedeu-lhe a deportação para a Síria, que na altura era uma província romana. Na Síria, e por intermédio da autoridade romana foi estabelecido como governador de uma província chamada Coele Síria – capital do povo de Israel em tempos remotos.
Herodes liderou a defesa dos ataques de Aristóbulo II. Isto promoveu uma amizade com Marco António e como resultado dessa amizade obteve o seu coroamento em 40 a.C.. Foram precisos mais três anos para que chegasse a Jerusalém e se tornasse pleno soberano na Judeia, em 37 a.C., tendo morrido 33 anos depois. Os dias do seu reinado começaram a contar a partir de 37 a.C., data da conquista de Jerusalém.
Herodes morreu em 4 a.C. e era vivo na altura do nascimento de Jesus e de João Baptista, tal como é manifesto em todos os registos.
Quando Marco António morreu, Herodes mudou a sua estratégia política colocando-se ao lado de Octaviano, o auto-intitulado César Augusto. Foi este o César que decretou o recenseamento de todo o império romano no 3º mês do ano 8 a.C., por forma a melhorar o processo de colecção de impostos e tributos.
Os judeus sempre ofereceram resistência a este tipo de contagem do povo. (I crónicas 21) Por este motivo, no reino de Herodes, essa contagem sofreu um atraso de 1 ano, sendo protelada até ao 7aC, com uma enorme intervenção de Hillel (Aliyah) que era o ha-Nasi (presidente do Sanhédrin desde 30 a.C. a 10 d.C.).
Jesus nasceu no ano do recenseamento. José foi a Belém para recensear a sua família, e foi em Belém que Jesus Nasceu. Em Belém o registo da ocorrência do recenseamento do povo ocorre no mês 8º do ano 31 do reinado de Herodes “o grande”, tendo este morrido 2 anos depois em 4 a.C.. Isto coloca o nascimento de Jesus em Agosto de 7aC.
Segundo o registo do Evangelho segundo São Lucas, Isabel estaria com 6 meses de gestação quando foi visitada por Maria. E Maria já sabia estar grávida o que carecia pelo menos de 1 mês para o efeito. Considerando estes dados, poderíamos dizer que os meninos teriam 5 meses de diferença, o que remeteria o nascimento de João para o segundo mês do mesmo ano – Fevereiro de 7 a.C..

Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Batista